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“O QUE É ESSE TAL DE TWITTER?” PSICODRAMA E JUVENTUDES NA ATUALIDADE
Instituições responsáveis: ACI – Associação Campineira de Imprensa e IPPGC – Instituto de Psicodrama e Psicoterapia de Grupo de Campinas.
Direção:
Leda de Andrade Marques – psicodramatista formada no IPPGC.
Maria do Carmo E. Mazzotta - professora supervisora no IPPGC.
Data: 04/03/2010.
Participantes: 26, sendo 8 psicodramatistas .
A atividade teve início com as apresentações das instituições responsáveis pelo projeto e das profissionais que realizaram o trabalho. Por meio de uma breve introdução ao tema, as profissionais ressaltaram que o objetivo era abordar a questão das juventudes e o uso da internet, sendo o twitter um representante das várias redes sociais existentes.
Uma sucinta consideração a respeito do Psicodrama foi também realizada pelas profissionais destacando o fato de ser um método para trabalhos grupais que surgiu na Europa no início do século passado a partir de representações espontâneas em espaços públicos.
O aquecimento se deu num primeiro momento por meio de cumprimentos entre os participantes com diferentes músicas/ritmos e em seguida com uma identificação das semelhanças e diferenças entre eles, de acordo com vários critérios, como o fato de conhecer ou não o Psicodrama, as cidades de origem e etc. Esta atividade foi encerrrada com a divisão de dois grupos mesclados quanto ao critério de conhecimento da internet.
Cada grupo recebeu depoimentos de jovens selecionados pelas profissionais em várias redes sociais como Twitter, Orkut, Facebook. Após lerem os depoimentos e comentarem construíram personagens.
A dramatização aconteceu com os personagens criados nos dois grupos interagindo numa cena única. Inicialmente as profissionais fizeram duplos dos personagens e em seguida os participantes que não estavam na cena passaram a realizá-los, criando um clima de liberdade de expressão.
Após o encerramento da cena houve um compartilhamento seguido de alguns comentários sobre o tema. Os aspectos que sobressaíram foram: o vazio afetivo da relação entre jovens quando se comunicam por meio do computador, a possibilidade de se sentirem pertencentes a determinados grupos e suas identificações, o risco da falta de privacidade e de situações de constrangimento, a facilidade de romper quando o computador está intermediando a relação, a falta de repertório dos jovens em uma conversa cara a cara, o quanto uma página na internet é um cartão de visitas hoje em dia. Antes do encerramento houve uma cena em que os jovens estavam representados por duas cadeiras no centro da sala e os participantes, agora como adultos, deram a eles seus recados.
No final da vivencia, o grupo fechou a atividade como se estivessem postando uma mensagem na internet, dizendo uma palavra que definisse ou ressaltasse as principais impressões da atividade. Entre elas: experiência, futuro, vazio, esperança, leveza, participação, preocupação, conhecimento, abertura, gratidão, liberdade, interessante, diferente.
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